Sobre branding e porque queremos as marcas que queremos

  image credits: Jonboy by The Coveteur

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O que NÃO é uma marca? Às vezes, para entendermos um conceito, precisamos primeiro limpar preconceitos e jogar fora ideias pré formadas. Então, para começar, vamos esquecer a ideia de que uma marca é uma logo. Não, uma marca não é uma logo. Vamos deixar isto claro logo de inicio. Uma marca é muito mais que uma logo.

Vamos voltar a origem da palavra. Logo, em grego, significa palavra. Ou seja, se pensarmos ao pé da letra, logotipo seria uma escrita com uma tipografia customizada para indicar algo. Mas quando falamos em logo, normalmente, estamos nos referindo ao trademark. Aquele símbolo, monograma, emblema ou outro elemento gráfico que acreditamos sintetizar a essência da marca.

A marca também não é o sistema de identidade visual ou os produtos de uma empresa. Estes são elementos que fazem parte da marca, e são muito importantes, não me entenda mal, mas não são ela.

Então, o que é uma marca?

A marca é a intuição de uma pessoa sobre um produto, serviço ou empresa. Somos seres emocionais apesar de todo o nosso esforço em nos tornarmos cada vez mais racionais, percebemos o mundo ao nosso redor através da emoção. Com empresas, não poderia ser diferente. São as nossas impressões sobre os negócios que constroem as marcas. A marca se define na percepção que as pessoas tem sobre o seu negócio. Não é necessariamente o que dito, mas o que é compreendido. Cada pessoa cria a sua própria imagem, e aos poucos, esta imagem vai se concretizando, encontrando entre as pessoas as suas semelhanças e diferenças, e portanto, entrando no senso comum. E, assim, nasce uma marca. Quando um grupo de pessoas encontra uma imagem similar sobre aquele mesmo negócio.

Ou seja, uma marca é um relacionamento. Uma via de mão dupla. Então, para que a construção seja feita de forma consciente, para que seja melhor compreendida na outra ponta da comunicação, é fundamental que tenha ao seu lado um profissional alinhado com as suas ideias, gostos, sentimentos. Sim, profundo assim. Estamos criando personalidades, juntando grupos de pessoas, ideais e ideais.

Criar uma marca é construir um relacionamento. E, como já dizia o Pequeno Principe, “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Cabe ao profissional de design auxiliar na comunicação, na identidade, no trademark e, pensar nos pontos de contato, para que esta relação seja benéfica para ambos os lados. Mas, é por ser algo muito maior que um símbolo ou um manual, que cada vez mais falamos em brandING, com a terminação ing do inglês que indica continuidade. Pois é um trabalho contínuo, árduo e constante. Um trabalho que está nos detalhes, que fazem toda a diferença.

Maria Ruth Jobim - Business & Culture Editor

 

Business, Work, girlbossMaria Ruth Jobim