Quando o assunto é compras, você é late or early adopter?

 Jeanne Damas 

Jeanne Damas 

Ando pensando nisso há um tempo, sobre ser late adopter de tendências fashionistas. Em uma pesquisa no Instragm do lolla 90% das pessoas que responderam se consideram late adopters. A gente normalmente demora para decidir por uma compra e parece curtir ficar em uma relação platônica com um sapato durante meses antes de passar o cartão. Isso elimina os riscos de arrependimento e nos sentimos no controle da compra como mulheres poderosas
que resistem a uma tendência (side note: passadas esporádicas na Zara não contam, são quase um ritual).  

Let's go to the facts

Há exatamante um ano e três meses atrás eu vi um sweater em uma lojinha em LA que não saiu mais da minha cabeça. Era um cashmere preto, escrito 1970 em branco em uma fonte linda. Não comprei e não anotei a marca, mas segui pensando nele por meses. Um dia ociosa nas férias e dei um google “sweater 1970” sem muita esperança e descobri que ele ainda existia e estava por todos os lugares, fiquei orgulhosa da minha memória fotográfica. 

O sweater é um modelo de uma marca cool inglesa, a Bella Freud. Eles lançaram cores novas desse sweater que por um tempo só dava pra achar no eBay, e que estão estranhamente em sintonia com os tons do meu armário: pink millenial com preto e azul marinho com a fonte de 1970 nas cores do arco-íris. Fiquei tão feliz de não ter comprado aquele sweater na lojinha em LA! 

Perks of being a late adopter 

Finalmente eu comprei o meu sweater 1970, o de arco-íris. Arco-íris deve estar no consciente coletivo, porque ando querendo tudo com essa temática. E nessas de esperar mais de um ano para ser dona desse sweater que ficou hunting me, comprei o modelo mais legal que já existiu. 

E agora quem ocupa o top da minha wish list é uma bolsa da Cult Gaia. Aquela das bolsas de bambu da Indonésia, sabe? Já vai fazer dois verões que elas invadiram o street style e o meu Instagram e me questiono porque eu demoro tanto para tomar uma atitude quando vejo algo que gosto. Não necessariamente para comprar, mas até para saber se eu poderia comprar, se caberia no meu budget. Fico fingindo pra mim mesma que esta bolsa que aparentemente todo mundo tem não me interessa. Isso soa ridiculamente blazé. 

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Uma questão de timing e comportamento 

Acho que é uma forma de teste. Deve ser um mecanismo inconsciente de testar se eu realmente não posso mais viver sem essa peça para evitar compras por impulso. Preciso ajustar o meu timing, porque quando eu decido que eu quero, quero agora. E aí vira um case de ansiedade. 

Ou talvez eu tenha que aceitar a minha personalidade e identificar onde eu me encaixo na The Rogers Adoption Curve - uma teoria que divide a sociedade em 5 grupos de comportamento que define como a gente se divide entre trendsetters, diferentes tipos de adopters e os laggards. 

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Eu diria que em vários aspectos da minha vida, caio na Early Majority e em alguns no grupo de Early Adopters (tipo com tecnologia). A definição de Early Majority segundo este artigo do Medium é:

Early Majority — less risk taking, tending to be more conventional with a willingness to accept new ideas. They’re active in their community, knowledgeable about social trends, and have an influence over their neighbors.
These are people who arrive to the party on time. They’re not afraid of change, but they don’t go after it. Change comes to them.

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