Você que me ature e não há quem segure. A coragem dos meu vinte e quatro. 

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Escuto Mallu Magalhães e dou risada de como a sua canção parece falar de mim. Acho até cabalístico ela falar "24", que também é a minha idade. Mas se tem algo que, cada dia mais, tenho certeza é: idade não é nada e maturidade é tudo. O passar dos anos é um fato, mas se o tempo não for bem aproveitado, de nada vale.

Se eu me achava a dona do mundo com 18? Com toda certeza. A maior malaca e conhecedora de baladas com 21 (e com maioridade internacional)? É claro que sim. E com 24? Já não sei mais o que achar - mas sei que as possibilidades são infinitas e a coragem tem de ser proporcional ao número de chances diárias que eu tenho. Já que marquei os "ciclos" em 3 anos e não consigo mais idealizar os meus 27 - lá atrás, com 15, era muito fácil me imaginar com 18 e finalmente dona do próprio nariz (a inocente “eu” de 2009 não imaginava que liberdade só é conquistada quando se paga as próprias contas) e com 18, conseguia me ver com 21 bebendo um cosmopolitan em Nova York (mais uma vez a idealizadora descobriu que cosmos não agradam seu paladar). A partir dos 27 prefiro olhar meu modelo de mulher mais próximo: minha irmã mais velha, que "largou tudo" no Brasil e foi morar em Paris - claro que com muita responsabilidade e planejamento. Com 30 posso olhar para a minha primeira chefe, lá em 2014, editora, recém-casada e na época pensando no seu primeiro filho - foi ela que me mostrou a vida corrida do jornalismo e como é possível conciliar o pessoal com o profissional e não “surtar”. Para não ficar chato e infinito, vou pular os anos. Entre os 30 e os 40 posso lembrar facilmente de muitas mulheres  - mas uma frase que escutei na semana passada, no meio de um café, me marcou: “os 40 são o auge de uma mulher”. Se eu entendi? Claro que não, mas vou acreditar e quem sabe mais pra frente te conto. Pulando mais umas décadas, vejo mais três modelos: minha mãe e minhas avós - e que conselhos, super sutis, acabam me dando. Mas isso é papo para outra hora. 

Hora de voltar para a famigerada coragem dos 24, que é totalmente relacionada ao leque de oportunidades que pipocam por aí. Tenho amigas mais próximas se formando em medicina, e que vão enfrentar um longo processo até de fato entrar no mercado de trabalho. Tenho uma amiga que acabou de casar. Tenho amigas como eu, que já trabalham há tempos e cada vez mais percebem sua carga horária aumentando. Tenho amigas que largaram os tais empregos e decidiram empreender. Tem aquelas que querem mudar de país, dar um refresh na vida, fazer um master ou até as que foram perseguir um amor internacional. Tenho muitas amigas, muitas corajosas, muito novas também - assim como a Mallu e eu. 

 

 

 

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