As vezes tudo que a gente precisa é deixar o salto alto fazer o trabalho sujo.

Image credits: The Devil Wears Prada / divulgação

Image credits: The Devil Wears Prada / divulgação

por Roberta Drable

Pois é, minha cara, eu, você e a torcida do melhor time do mundo temos os nossos dias mais “blues”. E, por favor, não os veja como um tsunami. 

Digo isso porque, no passado, já questionei muito esses períodos de dark days. Por que eles chegam do nada e se infiltram em nossos pensamentos? Por que a gente murcha de repente?

Pois bem, anos de terapia, muita leitura e, às vezes, ainda me pego com esses questionamentos, como no dia de hoje. Dias em que a vontade de não sair da cama grita desesperadamente, o choro vem muito fácil e só torcemos para que essa sensação fuja para bem longe.

Por muito tempo, talvez da adolescência até a metade da faculdade (quando comecei a estagiar e, em seguida, hello mercado de trabalho, tive que aprender a rebolar e a contornar esse feeling) eu me rendia, me jogava com tudo nessa estranha imensidão, então era certo passar dias de pijama, agarrada em uma panela de brigadeiro e me sentindo a pior das mulheres.

E se nesse período nebuloso eu ainda tivesse sido coroada com uma ligação que não rolou, um vai não vai que não foi ou alguma “ilusão que eu mesma criei” sobre o crush do momento e que acabou se transformando em uma verdadeira caixa d’agua fria, então o resultado era uma tragédia grega na certa! 

Com os pés no chão e voltando à realidade, percebemos que todo esse feeling passa e nem sempre é tão ruim quanto parece. Uma pena que aos 20/30 eu não tinha a percepção que tenho hoje, com quase 40. Eu poderia facilmente ter dito para aquela Beta insegura e que, muitas vezes, como em um passe de mágica, passava a se sentir inferior e inadequada: “vai dar tudo certo, apenas aprenda a racionalizar, a liberar esse sentimento e a não se entregar. Eu confio em você, garota!” 

Que bom que agora, quando eu olho para trás, eu vejo o quanto eu aprendi com esses dias... aprendi que, mesmo se sentindo super para baixo, é o momento para fazer aquela make, se vestir like a girlboss e deixar o salto alto “fazer o trabalho sujo” (essa dica é da minha mãe e que ainda aconselha a usar um look como se você estivesse indo para a reunião mais importante da sua vida).

Além disso, eu paro, respiro e busco tentar compreender o que me sacudiu daquele jeito. Se você também tem esses dias, eu também sugiro assistir um filme bem fofo (os meus são: “Um Lugar Chamado Notting Hill” e “Simplesmente Amor”) com um chocolatinho. Mas prometemos que no dia seguinte iremos sacodir a poeira e dar a volta por cima, combinado? 

No fim das contas, em algum momento lá na frente, vamos entender que tudo é aprendizado para o nosso crescimento ou, até mesmo, para dar aquela voadora em padrões repetitivos que não nos leva a lugar algum.

O mais importante é tentar identificar a possível causa daquele sentimento (ok, basta ler um jornal ou assistir ao primeiro noticiário do dia para ficar meio para baixo) e desfocar para aquela atividade que amamos e nos fazem bem ou, ainda, focar com tudo naqueles prazos nossos de cada dia.

E, terminando no maior estilo “Sex and the City”, se divertir e brindar com as amigas também é uma “terapia” imbatívell!

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