Casei. E agora?

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by Roberta Drable

Inicio esse texto lembrando daquela cena final icônica e inesquecível do filme ‘Uma Linda Mulher ‘ (o meu preferido!), quando o personagem principal chegava lindo, grisalho e cheio de atitude do alto de uma limusine branca, para realizar o sonho da sua amada (Julia, sua linda!), que queria o conto de fadas. Pausa.

Rio de Janeiro, 18 de abril de 2018, início de uma manhã bem ensolarada de outono, início de uma nova vida que eu escolhi... foco no ‘Príncipe Encantado’: “Beta, cadê o meu celular e a minha carteira”?

Daqui a 02 meses faremos Bodas de Papel, aka, 01 ano de casados (incrível como você começa a descobrir o nome de todas essas bodas...) e lembro, ainda tão perto, de todo o processo de organização do meu casamento e também do grande dia (apenas um ps: do “grande dia” eu tenho vários flashes bagunçados, inclusive a lembrança de ter colocado a aliança na mão errada do hubby e justificar para a Juíza que eu era canhota!). Não fui daquelas noivas exemplares, eu confesso. Deleguei o que pude, mas acompanhei o processo com todo o carinho.

Acreditem, esse processo que precede ao começo de uma nova trajetória é delicioso, mas requer calma e serenidade. Como assim, Beta?

Explico: ao contrário de Hollywood – vai que aquela cena que eu mencionei ali em cima, o Richard Gere precisou filmar algumas muitas vezes - o nosso after não vem com script.

Então, minha amiga, vou te contar que o seu celular poderá tocar inúmeras vezes quando ele se aventurar a ir ao mercado, uma simples febre ou um mero resfriado se tornará um episódio de ‘ER’ e, a nossa bola de cristal interna sempre “positiva e operante” para, prontamente, responder ‘a carteira e o celular estão na bancada da sala ‘.

Também, é preciso flexibilizar a louca com o Buda quando a TPM chegar, negociar a TV, dar um freio nas comprinhas. Sem dúvida, uma nova fase de descobertas, de concessões e negociações.

E vou te contar um segredo: vale muito a pena, viu?!

Termino aqui lembrando que ‘o cor de rosa‘ de um relacionamento está em aceitarmos o outro com as suas qualidades e que os defeitos sejam aqueles que fazem valer a caminhada. E, então, no nosso script, seguimos nesse “filme” de descobertas, aventuras e de muitos ‘contos de fadas ‘.

by Roberta Drable