Comitê: O Match Perfeito Entre Gastronomia e Décor

Renata Reif revela detalhes sobre o seu business ao lado do seu marido e chef Raphael Arrigucci

Cada dia mais me convenço que o “maior” segredo de qualquer projeto profissional é o componente humano, as pessoas que estão por trás dele. E não é nada difícil perceber quando a personalidade dos proprietários/fundadores/criadores é depositada, com muito amor, nos negócios. Foi justamente esse sentimento que tive quando conheci o projeto gastronômico Comitê, do casal Renata Reif e Raphael Arrigucci - ela, jornalista, e ele chef de cozinha. 

De maneira despretensiosa, a dupla passou a receber, lá em 2015, amigos em sua própria casa para degustações surpresas (na época o Rapha estava no Ristorantino e Rê no portal IG). O negócio evoluiu e atualmente possui um espaço próprio - anexo a casa deles - aberto apenas em noites especiais. Rapha comanda o fogão e Re cuida de toda a experiência Comitê, que vai desde o atendimento personalizado até a escolha dos objetos, obras de arte e os mínimos detalhes (As #TheLollaGirls amam ambientes charmosos e com personalidade). E para uma “foodie virginiana” como eu, a fusão entre boa comida e décor é o máximo da felicidade, parece um carinho na alma.

Receber bem é uma arte, a qual a Re domina bem. Além de gostar de decorar e receber, ela mesma expressa seu lado criativo pintando peças de cerâmica. Conversamos sobre gastronomia, companheirismo, decoração… e como tudo isso se conecta de maneira harmônica na sua vida.

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Giulianna Iodice: Como surgiu o Comitê?

Renata Reif: Os jantares em casa eram frequentes, sempre gostamos de reunir os amigos em torno da mesa, com boa comida e rótulos especiais. A primeira edição foi para os mais próximos, no início de 2015, e o boca a boca aconteceu naturalmente. Enquanto o Rapha trabalhava no Ristorantino e eu na redação do iG, fazíamos dois Comitês por mês. A procura foi crescendo, até que em meados de 2016, resolvemos deixar os trabalhos fixos e investir mais tempo neste modelo. 

G.I: Como é trabalhar “todos os dias” com o Rapha?

R.R: Nossa parceria é muito saudável, os dois lados têm total liberdade para opinar e sempre chegamos a um ponto de equilíbrio. Depois de muitos anos em redações e restaurantes, escolhemos um modelo de business em que pudéssemos estar mais conectados. Um complementa o outro na sociedade. 

G.I: Você sempre foi próxima de gastronomia, artes e arquitetura?

R.R: Essas três expressões permeiam nossa vida o tempo todo. A gastronomia é uma paixão mais recente, há oito anos comecei a me aprofundar no assunto. Já a decoração sempre foi um hobby muito prazeroso, adoro encontrar peças únicas por aí. Mas minha vocação mais forte é pintar cerâmica, é quando ponho para fora o lado artístico e exercito a criatividade.  É o meu momento relax. 

G.I:  Na sua percepção, qual é a importância do ambiente para a gastronomia?

R.R: O conjunto é muito importante. A sala de jantar é o ambiente mais especial de uma casa, é onde se recarrega a bateria e as pessoas se aproximam. O décor do Comitê foi pensado para estreitar as relações e o cliente se sentir acolhido na casa do chef. Escolhemos algumas obras do nosso acervo e investimos em uma linguagem moderna, que exalte a relação entre os objetos e as pessoas. Também aposto em constantes mudanças. Sempre que passo pelas feiras e antiquários da cidade, surge uma nova ideia e tento colocá-la em execução o mais rápido possível. 

G.I: Me conta um pouco das obras que estão expostas no espaço do Comitê? Alguma tem uma história especial/legal?

R.R: Gostamos de um estilo vibrante, com bastante cor e movimento. Temos obras que consideramos importantes, catalogadas e tal. Quadros e gravuras de pintores como Victor Lema Rique, Paulo Calazans, Aldir Mendes, Antonio Peticov, Aldemir Martins e Florian Raiss compõem nosso quiever. O mais especial das obras são as dedicatórias em alguns quadros queridos, feitos especialmente para nós. Nos lembra a nossa trajetória de vida pessoal e profissional, já que hoje em dia elas se misturam. Um móvel que chama atenção no Comitê é a cadeira Cadillac. Eu a arrematei em um leilão e logo depois recebi uma proposta de um colecionador apaixonado pelo design da poltrona. Mas resisti à oferta generosa e ela faz parte dos meus preferidos. 

Image credtis: Marcio March - 96 Agency

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