O Quanto Você Compra Por Causa das Influencers? For Real.

Image: Pinterest

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Dia desses, passeando pelo meu feed no Instagram, vi a foto de uma menina que não conhecia. Pelo menos não me lembrava dela naquele momento. Entrei no perfil, dei uma olhada e foi então que a reconheci. Era uma menina que não falava há quase 3 anos. Tínhamos nos conhecido por uma amiga em comum mas, para falar a verdade, não lembro de ter trocado um simples oi com ela desde o dia (o único) em que nos vimos/conhecemos. Mas porque então ela estava me seguindo e vice-versa? Foi quando baixou a neura em mim e resolvi fazer uma limpa no meu perfil.

Comecei a olhar com cuidado todas as pessoas que seguia e fui dando unfollow em tudo e todos que não me identificava mais. Tirando amigos, família e bons conhecidos, acho que deletei em torno de uns 60 usuários, desde perfis, gastronômicos (sim, sou viciada em perfis de comida, mas já sigo tantos que eu o meu feed era praticamente um banquete), celebridades que não me identifico mais e até mesmo marcas que não tem nada a ver comigo. Dentro dos que sobraram, fui dar um double check, para ver se tinha deixado passar algo que ainda não fazia sentido ter o meu follow e acabei me perdendo dentro do feed de uma das minhas marcas preferidas de lingerie. Vi que a marca tinha um novo rosto, uma nova embaixadora e foi aí que me peguei pensando: Será o retorno dessas marcas realmente maior, uma vez que usufruem de um rosto tão conhecido e com tantos seguidores para divulgar seus produtos?

Vamos pensar juntas: hoje em dia, o que mais vemos no Instagram, além dos stories, são os famosos Publiposts. Dos perfis de influencers que sigo, ou comunicadores, como diz Camila Coutinho (uma das minhas referências preferidas desse mundo tecnológico), acredito que seus seguidores já estejam familiarizados com as rotinas de cada um, gostos e produtos que consomem. Logo, é muito fácil deduzir quando um publipost soa fake. Simplesmente não combina com o estilo de vida de quem o está divulgando e isso pode acabar denegrindo tanto a marca quanto o influencer.

Porém, quando se trata de uma marca extremamente conhecida, somada a um rosto mais conhecido ainda, que não atinge nenhum grupo específico, mas uma massa, um volume muito grande de pessoas, o contexto muda um pouco. Primeiro que não são todos que possuem o capital para consumir tal marca e, segundo, acho que esse conceito de consumir apenas pelo rosto que ela representa já é algo um tanto batido. Buscamos pessoas reais, belezas atingíveis e algo que nos transmita segurança e identificação de fato. Talvez por esse motivo, as blogueiras, influencers, ou comunicadoras, em parceria com marcas que elas mesmas se identificam e usam porque gostam, além do que está no contrato, façam tanto sucesso e tenham dado tão certo. Torna-se algo fluido, em harmonia com tudo que a pessoa transmite aos seus seguidores.