Eu quero saber quem você é, e não o que você tem

photo Sézane

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por Roberta Drable

Porque aqui a gente adora novidades de moda e de beleza, mas, acima de tudo, de refletir sobre temais atuais.

Muito embora eu não seja “millennial” (alow, anos 80!), eu adoro redes sociais. Atualmente, passada a temporada dos ânimos políticos acirrados no Facebook, o meu foco limitou-se ao Instagram (ok, eu curto o Pinterest e geralmente é para me inspirar quando eu cismo pensar em mudar a decoração aqui em casa).  

Nessa vida tão corrida, eu acabo muito mais acompanhando os Stories de quem eu sigo, do que fuxicar as publicações do feed. E vou contar uma coisa para você: tenho achado tudo muito repetitivo.

Não vou negar que lá pelos meus 20 e poucos até um pouquinho depois dos 30, eu seguia incontáveis blogueiros, ressalte-se, uma profissão como qualquer outra, o pessoal se esforça muito para criar conteúdos variados e, assim, manter o interesse do seu público. Tem todos os méritos, pois revolucionaram todo um conceito de consumo.

Mas chegando nos 30 e muitos, multitarefas a mil por hora e com muito pouco tempo, eu quero conhecer pessoas como eu, que fazem stories de cara lavada, que são irreverentes e, mais do que tudo isso, agregam conteúdo. 

A ideia desse texto me veio depois de assistir um stories da Nanda, uma amiga super querida que mora em NY e que está no Top 5 dos meus perfis preferidos. Inclusive, a frase aí de cima é dela e eu peguei emprestada porque tem tudo a ver com o que eu acredito (@nandamcdowellsantin, you rock!). 

Seria muito blasé da minha parte afirmar que eu deixei de acompanhar blogueiros e/ou perfis de moda, mas a faxina recente que eu fiz foi considerável. Quem ficou, ficou porque fala mais do que apenas detalhes daquela bolsa hypada comprada em sua última viagem e que, provavelmente, custou um carro ou quase (quem empreende aprende a olhar tudo com outros olhos, quem concorda?); compartilha dicas possíveis, reflexões bacanas, lugares que valem a pena conhecer e livros interessantes. Mas veja só: essas pessoas também compartilham as suas opiniões, as suas inseguranças, os seus questionamentos e os seus tão temidos chabus.

Não adianta se trancar em uma redoma de vidro e achar que se você, por acaso, fez parte de um momento que o seu amigo compartilhou, mas você não estava com aquela make Kardashian, isso será motivo para brigas. Ou então, se sentir inferior porque não consegue frequentar a academia 07 dias por semana (meu bem, nem eu, nem um grande percentual de seres humanos conseguimos!) ou vestir manequim 34 (linda, dê uma chance para o vinho, para o chocolate e para a batata-frita). Somos normais e isso é muito bom!

Assim, reproduzindo as sábias palavras da Nanda, deixo aqui uma ideia: que tal celebrarmos a não perfeição e buscar nos conectar com quem realmente tem a ver “com o nosso mundo” e nos inspira?

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