Interview: Renata Perlman, Consultora de Imagem

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Dia 12/09, quarta-feira, vai rolar o MOVIMENTO PELA CRIATIVIDADE FEMININA na Casa 190, um coletivo de marcas cool de São Paulo e do RJ.

Vai ser uma tarde de bate-papo com uma amostra de arte selecionada pela galerista Rosa Barbosa só com artistas femininas, uma talk do Lolla e um talk com a Renata Perlman, consultora de estilo. Ela trabalhou com publicidade e fotografia durante anos antes de seguir esse caminho. A gente bateu um papo com a Renata na entrevista abaixo.

Você começou a carreira na publicidade, depois migrou para a fotografia em família e hoje é consultora de estilo e imagem pessoal. Como foram essas migrações?

Foram migrações suaves. Aconteceram naturalmente. Comecei a explorar as áreas com pessoas próximas a mim e fui, aos poucos, abrindo os mercados com grande dedicação. 

Quando ainda trabalhava em publicidade (e gostava muito do que fazia) comecei a questionar o estilo de vida que queria para mim. Tinha modelos muito fortes e próximos na área que não me agradavam. 

Acho que tanto a fotografia quanto a consultoria de imagem são profissões que te dão mais flexibilidade. Foi por isso que você decidiu ir por esse caminho? 

Não apenas por isso. Cada uma aconteceu porque desejei. Corri atrás porque de fato me identificava e enxergava futuro naquilo. Mas com certeza a flexibilidade que elas permitem fazem com que sejam viáveis. Sou uma mãe 100% presente e não abro mão disso. Então, só poderia me dedicar a trabalhos com horários flexíveis.

E como foi o começo na fotografia? Foi difícil se adaptar a uma rotina que exigia muita disciplina? 

Sim. Apesar de ser extremamente disciplinada, ter o seu tempo inteiro livre para apenas você preencher com suas tarefas, dá espaço para muito erro ou baixo rendimento. Costumo dizer que quanto mais uma pessoa faz, mais tempo ela encontra para fazer mais. Eu me pegava várias vezes terminando o dia tendo feito pouco (para os meus padrões, claro! Rsrsrss). 

Organização é a chave. Tenho na minha agenda tudo anotado, passo a passo do meu dia para não deixar nada passar. 

E em que momento a consultoria de estilo entrou na sua vida?

A consultoria surgiu da demanda de pessoas próximas, do meu interesse em ajuda-las de alguma forma a conquistarem mais auto estima e do meu gosto pela moda antes vista pelo olhar de uma consumidora e apreciadora. Comecei a fazer o trabalho para amigas depois de estudar e de seguir cursos especializados. Sou muito caxias. Quando alguém me pedia ajuda eu respondia “Espere eu me preparar mais”. 

Hoje, de novo, me vejo trabalhando com o íntimo das pessoas e isso me motiva demais.

Consultoria de estilo normalmente está associada a alguém que "não se veste bem". Mas isso é tão relativo e preconceituoso né? É muito mais do que se vestir bem ou não. O que você considera o maior aprendizado que suas clientes tem depois de fazer a consultoria? 

É mesmo muito relativo. Minha cliente descobre, com a consultoria, que o estilo não é um padrão e nada que deva ser imposto. Ninguém é igual. Ela deve encontrar o seu próprio. 

O foco da consultoria de imagem é a pessoa, seus hábitos, suas necessidades e sobretudo, sua personalidade. A consultoria de estilo é uma parte do processo. Uma grande aliada para conquistarmos maior confiança e tudo o que isso gera: melhor performance num trabalho, em seu posicionamento social e também em suas relações íntimas. É auto conhecimento puro.

Acha que ainda existe muito preconceito associado ao trabalho? 

Acho sim. E olha que melhorou bastante de uns anos para cá. Eu já entrei nesse mercado com ele muito aberto, com várias consultoras se formando. Isso quer dizer que há demanda, o que é muito bom. 

E como funciona? 

Muitos ainda enxergam a consultoria como algo fútil, dispensável. Mesmo aqueles que contratam apenas a montagem de looks e não a consultoria de imagem completa, está, na realidade, comprando um serviço para aumentar sua auto estima, ou talvez para facilitar seu dia a dia, ou talvez para economizar pois não sabe aproveitar as peças que compram... Qualquer que seja o motivo (se não forem vários deles) é de grande valia. 

Você mudou muito seu estilo pessoal depois que começou a fazer consultoria? 

Não mudei. Eu diria talvez que “desenvolvi” e ainda estou desenvolvendo. 

Como você define o seu estilo? 

Na consultoria, existem estilos universais para guiar o processo. Não precisamos nos ater a um único, pelo contrário. Meu estilo é a combinação do contemporâneo e do feminino.

Você já teve dificuldade em se vestir? Tipo aprender a usar o armário e não ficar repetindo as mesmas peças. 

Acho que nunca tive dificuldade, mas com certeza já sub utilizei bastante o meu armário. Acabava sempre usando as primeiras blusas da pilha (que eram as mais novas) e pronto.

E como é a sua relação com as compras? 

Hoje é ótima! (rsrsrsrs). Diminuí drasticamente o ritmo. Confesso que sempre fui consumista e não perdia a oportunidade de adquirir coisas novas. 

Depois que comecei a trabalhar com a consultoria, isso mudou completamente. Praticar o olhar para todas as possíveis combinações que minhas peças permitem, me levou naturalmente ao novo hábito de comprar pouco. As pessoas que sempre me atenderam em determinadas lojas são testemunhas disso! 

E acredite: estou sentindo muito prazer com isso!

E quanto as cores? Cores e estampas são uma coisa tão brasileira, eu tenho super dificuldade em investir em peças mais bold, acho que elas ficam datadas. Qual a sua sugestão? 

Minha sugestão é dar versatilidade a essas peças. Não compre uma calça estampada para usá-la apenas com um tipo de blusa que seja mais social, por exemplo. Pense em usa-la também com uma t-shirt ou um tênis. Brinque também com as cores que você irá compor. Tenho certeza que terá mais de uma. Em outras palavras, assuma que você tem uma peça estampada, marcante, e abuse dela.

Você é do tipo que encontra alguém e fica analisando se ela está com as proporções e as cores em ordem? Tipo fazendo uma consultoria de imagem mentalmente? 

Só quando algo me chama muito atenção. Seja para o negativo ou para o positivo.

Mas acho que entender a variedade de estilos e compreender suas diferenças, mudou muito o meu olhar. Também entendo que todos nós temos nossos dias de luz e os nossos dias de escuridão. Quem está todos os dias inspirado? Pode existir o meu olhar técnico, mas o crítico suavizou.

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Espero que vocês tenham curtido a entrevista! A gente se vê na Casa 190 nesta quarta-feira, dia 12/09. É só chegar! 

R. Cônego Eugenio Leite, 190. A partir das 12h e talks a partir das 17h.  

Em parceria com a Casa 190. 

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