Living life to the fullest

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Nunca na minha vida imaginei que eu iria para uma Olimpíada. Quando a gente comprou os ingressos há um ano atrás não dei muita bola e logo depois descobri que estava grávida de novo e os gêmeos não teriam nem três meses. Alguns dias antes das Olimpíadas começarem meu marido já tinha desistido de ir por medo de se expor a um suposto atentado - depois que a gente tem filho a responsabilidade fica tão grande que pegar o elevador é um risco. Mas aí veio a abertura das Olimpíadas, aquele espetáculo incrível que encheu todo mundo de orgulho depois de um ano tão difícil para todo brasileiro. E eu comecei a acompanhar as notícias, os jogos, as matérias com os atletas e foi dando uma vontade curiosa de fazer parte disso, mas continuava sendo um sonho, não me via lá de jeito nenhum.

Até que um dia a gente resolveu ir, nem parei pra pensar. Organizei uma escala em casa com as avós e as meninas, não pensei muito no que eu tava fazendo e quando vi já tava no Rio em um dia lindo de inverno carioca. Foram dois dias exaustivos, longos e incríveis. A gente curtiu cada pedacinho do dia, deu tempo de andar no calçadão, tomar um coco no Leblon, almoçar no Esplanada e lembrar da infância, ver um jogo de handball, andar muito, tomar sorvete, ver o Bolt correr, andar mais ainda, voltar pra casa, tomar banho, assistir a final do vôlei de praia com medalha de ouro pro Brasil, dormir e começar tudo de novo. Acordar cedo, canoagem, comer croissant na Guerin, hipismo, comer muito no Manekineko, quase perder o vôo, chegar em casa e ainda colocar o Benjanim pra dormir.

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E eu fiquei muito feliz de ter feito parte disso. Eu sempre perco essas oportunidades porque tenho uma preguiça enorme da função fome, frio e fila. Mas como dessa vez valeu a pena! E não só porque foi muito bom sair um pouco da função fralda e mamadeira, mas acho que porque exatamente essa função ta me dando muito mais vontade de fazer as coisas acontecerem. Tou dando outro valor para as oportunidades e com muito menos preguiça de encarar uma função do que eu tinha antes. Quero que meus filhos contem comigo e aprendam a viver estando lá 100% e nunca entregar menos do que isso. Às vezes os dias são longos, mas os anos parecem ter três meses. All in vale muito mais a pena.

 

 

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