Lolla Talks: Os Melhores Momentos

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Eu escolhi falar sobre maternidade no primeiro Lolla Talks porque foi o começo de tudo. Como eu contei no final do talk, a minha maneira de lidar com o incômodo, a frustração e questões complicadas da vida é escrevendo. E a maternidade é cheia de incômodos, frustrações e questões complicadas - são tantas dúvidas e questionamentos que precisaríamos de um talk por semana pra tentar acalmar os nossos anseios. 

A pauta era work life balance, que na verdade dentro da questão da maternidade, é uma utopia. Esse equilíbrio não existe, é uma questão de doar um pouco aqui, deixar vazio ali e no dia seguinte inverter. É o tal do quality time, que eu juro que funciona quando a gente fica longe do celular - implementei essa técnica há poucos dias e já to vendo resultados com as crianças. 

Quem comandou o talk foi a Sel Bonassi, founder da Mandala Integral Parenting e a Gabi Paína, que já foi socia da Sel na Mandala e acabou saindo da sociedade justamente porque percebeu que esse balance é uma utopia, ou melhor ele não está no tempo. 

Melhores Momentos do Lolla Talk

O balance não está no tempo, está dentro da gente - SB

É a questão do quality time. Quando você começar a se questionar se deve ou não trabalhar fora, se deve ou não sair com as amigas, fazer uma massagem, viver um pouco a sua vida como você fazia antes de ter filhos, pare pra pensar no que faria com esse tempo se tivesse com as crianças. De que adianta você estar lá presente fisicamente, mas não estar presente no momento? E quem foi que disse que você precisa estar presente no momento e fisicamente 24h por dia? Quem foi a infeliz que colocou essa culpa na sua cabeça? A melhor maneira de você ser a melhor mãe para os seus filhos, é ser a sua melhor versão como mulher. E se pra isso você precisa trabalhar, tomar um vinho, fazer ginástica, academia ou trabalho voluntário, just do it. Não deixe ninguém te julgar pelas suas escolhas e colocar mais peso do que você já carrega. 

Homens e mulheres precisam se encontrar como casal, depois de se encontrarem sozinhos - SB

A Sel começou essa parte do talk falando sobre como a gente potencializa a nossa anulação depois que temos filhos. Arranjamos todas as desculpas do mundo para não fazer nada e tudo parece justificável e as pessoas até esperam isso de você.

O dia a dia da vida do homem muda pouco depois que os filhos nascem, mas da mulher não. São tarefas e mais tarefas acumuladas o dia inteiro. Uma mãe pode facilmente se candidatar ao cargo de diretora de logística da Amazon, porque haja raciocínio lógico e alta capacidade de resolução de problemas para coordenar o dia a dia com três crianças. 

Por mais planejada que seja a nossa agenda - eu cheguei no meu planejamento ideal tem um mês, levei dois anos pra atingir esse resultado - basta um filho doente para criar um efeito mercury retrograde e fazer tudo desandar por umas duas semanas. 

Então, para sair do automático, recarregar e muito importante: sentir menos raiva dos nossos maridos, precisamos nos encontrar com nós mesmas. E como a gente faz isso? Bebendo. Cheers! É um fato, quando saímos pra jantar/bar/qualquer coisa que envolva um vinho com as nossas amigas voltamos mais femininas, mais sedutoras e mais em sintonia com quem a gente é. Para os homens, essa regra é a mesma. Quando eles se juntam entre os amigos para falar besteira, se divertir e beber uma cerveja eles voltam mais sintonia com quem eles são, mais confortáveis e mais masculinos. E são essas ferramentas que facilitam o caminho pra gente se reencontrar como marido e mulher. Essa raiva que a gente sente que falei lá em cima, surge quando eles começam a sair, a ter "vida própria" e a gente não. Melhor do que sentir raiva, é ter "vida própria" também, e não se sentir errada e culpada por isso. 

A Herança da Educação Que A Gente Traz das Nossas Casas

Acho que esse foi um dos momentos mais especiais do Lolla Talks. Várias meninas se enxergaram nessa situação e levantaram questões que fazem parte da vida de todo mundo. Quando a gente tem um filho, todos os traços da educação que recebemos explodem nas nossas atitudes. Tanto do homem quanto da mulher. Queremos passar pra eles aquilo que a gente recebeu ou ir no caminho contrário disso, como uma rebeldia. Eu posso dizer por experiência própria, que até eu descobrir qual é o meu jeito de ser mãe, eu demorei muito. Tenho duas influências completamente opostas com presenças bem forte, minha mãe e minha sogra. E isso gerou muito conflito interno, entre eu e o M, entre eu e elas e até mesmo entre elas, mesmo que de uma forma velada.  

Ser uma mãe diferente daquela que a nossa mãe foi, requer uma boa dose de autoconfiança e humildade. Eu não quero renegar a minha mãe ou anular o que ela fez pela gente, mas quero fazer as coisas de outro jeito, que façam mais sentido ao meu estilo de vida que é bem diferente do dela, quando ela foi mãe. 

Achar esse equilibrio, de como ser essa mãe sem excluir a sua mãe da história não é fácil. A gente precisa de muita sabedoria, apoio e politicagem. E nessa situação ainda ter que lidar com as possíveis frustrações da sogra, que muitas vezes te pega de surpresa, porque afinal ela só se descobre avó quando o neto nasce. Enfim, acho que esse tópico merece uma pauta só dele. 

O talk foi incrível. Poder reunir as minhas amigas e desconhecidas pra falar de um tema tão saturado e que saiu totalmente do lugar comum me fez ter certeza que o Lolla gera uma discussão incrível e tem a capacidade de reunir mulheres sensacionais em um talk com um clima muito bacana, deixando todo mundo super a vontade com gente que fala a mesma lingua. 

Many, many, many thanks a todas que puderam ir e que me apoiaram no 1st Lolla Talks. 

 

O meu super obrigada e todo mundo que ajudou a colocar esse projeto tão incrível de pé. 

Special thanks

Dea Zolko, da Petit Buble que lançou a nova coleção da marca no Talk e que fez o Talk junto comigo. 

Bruna Botti, founder da Botti onde rolou o talk

Renata Gualdi, founder Gualdi Assessoria pelo super apoio

Julia Blini, designer de jóias por participar e acreditar no Lolla 

Joy Refrescos Naturais, pelos refrescos que foram sucesso

Benedito Brigadeiro, pelos brigadeiros incríveis que acabaram todos

Ibá Cacau, pelos chocolates orgânicos 

FlowerBar, pelos arranjos de flores incríveis que deixaram nosso talk mais lindo