Peace for bloggers x journalists?

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Quando os fashion blogs explodiram há uns 7/8 anos atrás, era um onda de conteúdo replicado, tentativas frustradas de reviews de desfile escrito por quem não tinha bagagem nem sensibilidade para interpretar coleções e mensagens por trás de cada conceito, bloggers x journalists, matérias sem crítica, narrações no lugar de interpretações. Essa discussão meio que ficou pra trás e volta e meia ela ressurge, mas hoje as então fashion bloggers que estouraram continuam com seus reviews, alguns narrativos e superficiais outros com interpretações sensíveis e com o olhar apurado de quem evoluiu na profissão.

studded-hearts-NYFW-Spring-Summer-2015-shows-streetstyle-stopitrightnow-jayne-minPhoto credits: Studded Hearts

Mas hoje, os desfiles, as coleções, os designers e tudo aquilo que move a indústria das fashion weeks ficou meio que secundário para os maiores personal blogs, que começaram como fashion blogs. As fotos de street style, o look do dia fotografado incessantemente para um post mega narciso praticamente sem conteúdo parece ter devolvido aos profissionais da moda o que sempre foi deles, o conteúdo e a crítica de moda. As marcas precisam do poder de penetração e divulgação das bloggers e elas mantém a glam life sentando na front row dos desfiles pelo mundo.

Parece que as coisas voltaram a se encaixar. Quem quer ler sobre moda e entender o que estava por trás de cada coleção, lê a Suzy Menkes, o Vogue Runway, a Vanessa Friedman e aqui no Brasil o FFW. Quem quer entender sobre o business por trás da fashion week, as decisões estratégicas e o que esperar do futuro, de forma especulativa porque nem na moda existe adivinha, lê o WWD ou o Business of Fashion. E quem curte acompanhar a vida alheia, street style ou por puro guilty pleasure, lê os blogs pessoais de meninas que gostam de moda, são criativas e souberam criar e fixar um lugar na indústria da moda e da publicidade.

Street-Style-New-York-Fashion-Week-Spring-2015-INTROPhoto credits: fashionmagazine.com // Photography by Stefania Yarhi                         

Os jornalistas tiveram que sair de trás do laptop e assumir a social media como ferramenta de trabalho. Se reinventar e criar uma trade mark é uma estratégia que vem dando certo e isso acaba fechando um ciclo na cadeia de trabalho. Fica quem é muito bom e isso nivela a categoria para cima.

E para as bloggers, elas continuam com o que fazem melhor. São early adopters das principais tendências, fazem a indústria faturar e ainda levam para o mundo em tempo real toda uma fashion week. Ficam aquelas que conseguem criar um voz única, followers fiéis, são criativas e se reinventam em um roda já tão cansativa.

STYLERosa Zaborowsky