Quem te influencia? Olhar com carinho para o conteúdo que estamos consumindo também é autocuidado

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Duas pesquisas recentes me chamaram a atenção: a primeira, da consultoria PWC, indica que a maior inspiração para compras de 39% dos entrevistados vem das redes sociais. Outra, divulgada na semana passada pela Qualibest, mostra que entre os brasileiros que estão online, 71% seguem algum influenciador e, desse total, 73% já adquiriram algo por indicação desse profissional da internet.

Esses dados não só mostram a força que as mídias digitais têm na nossa vida como comprovam o poder da indicação e da recomendação – que sempre existiu, claro, mas que agora nos afeta mesmo quando não conhecemos a pessoa no mundo real, só virtual.

Estava aqui pensando que, para essa nova geração, não existe conteúdo comum. Na nossa fase de adolescentes, todo mundo assistia Fantástico no domingo à noite. Não tínhamos muitas opções além disso. Para a molecada de hoje, a variedade da oferta é praticamente infinita – eles têm, desde sempre, o poder de escolher que conteúdo consumir. E por isso que é tão importante pararmos de vez em quando para analisar se estamos escolhendo com cuidado nossos influenciadores: porque o impacto deles na nossa vida é muito, muito alto, mesmo sem termos consciência disso.

Estimulada pela #vibeMarieKondo, esses dias fiz uma limpa no meu Instagram. O critério foi exatamente o mesmo popularizado por ela: seguir aquela pessoa me traz alegria? Primeiro receberam unfollow algumas super bloggers (que, confesso, ainda seguia só por FOMO – Fear Of Missing Out); depois algumas outras fashionistas que eu até gostava do estilo, mas que agora usam coisas tão conceituais e distantes da minha realidade que bodiei; perfis com assuntos que já não me acrescentam mais (é impressionante como mudamos nossos interesses a cada fase, né?); e mais um ou outro perfil que já não tenho mais identificação, que a energia já não bate!

O resultado? Uma delícia: um feed cheio das coisas que eu mais gosto. De perfis que agregam algo pra minha vida, que me trazem conhecimento, que me ajudam com reflexões bacanas. Enfim, uma curadoria só com coisas que realmente me dão prazer. Se é pra gastar tempo nas redes sociais, que seja vendo coisas que me fazem bem. Porque sim: é possível – e recomendável! – definir o conteúdo que você vai consumir! E fazer isso é libertador. É poder escolher em qual turminha queremos estar nesse mundão da internet. É começar a construir, como diz a querida @feferesende, a internet alto-astral, humana, positiva e cheia de possibilidades que a gente quer fazer parte.

É claro que encontrar sua panelinha online é bom – eu sigo vários perfis de branding, marketing e comunicação, pois essa é minha área profissional, e também fiz uma seleção de perfis “recreio”: aqueles que falam de coisas que eu adoro, como astrologia, espiritualidade, yoga, moda, alimentação saudável e até humor. Mas aqui vai só um alerta: é importante “beber” conteúdo de outras fontes também. Ir a eventos, fazer cursos presenciais, ler livros, visitar museus e abrir espaço na vida para consumir conteúdo offline. Para olhar no olho das outras pessoas; para conhecer gente fora do seu círculo. Fiz um curso no fim do ano passado e na minha turma tinha uma professora de inglês, uma dona de sex shop, uma coach, um menino de 20 anos dono de uma empresa de laços gigantes (sabe aqueles que vemos nos carros novos? Pois é: tem uma empresa especialista nisso! Rs)... era tanta gente diversa que as discussões valeram quase mais do que o próprio conteúdo. Amo conhecer visões diferentes de mundo. É excitante! Acredito mesmo que o offline ainda é a melhor forma de experienciar coisas novas.

E você, já parou para analisar se seus influenciadores digitais trazem alegria, inspiração ou mesmo agregam valor real para a sua vida?