The girlboss movement, by Sophia Amoruso

IMG_9334-e1487721731128.jpg

Ontem conversando com uma amiga querida sobre a Sophia Amoruso, founder do ecommerce Nasty Gal, me lembrei desse tema que queria falar aqui no Lolla faz bastante tempo. A minha ideia era falar sobre o Podcast da Sophia, onde ela entrevista mulheres incríveis do tipo Drew Barrymore e a founder da Glossier, Emily Weiss, mas não dá pra ficar só nisso. Como tem coisa pra falar sobre Sophia e esse girlboss movement. 

Girlboss Movement

Eu li o primeiro livro da Sophia tem uns dois anos, onde ela conta toda a historia da Nasty Gal de um jeito um pouco fantasioso demais, muito ali nos extremos. Um dia ela ta dumpster diving (catando lixo) e no outro dirigindo um Porsche pelas ruas de LA - parece que a compra do Porsche foi meio polêmica na época. Tudo muito legal para contar a historia de que uma menina fora dos padrões também pode "dar certo" no mundo das start ups e Silicone Valley. A Nasty Gal é consequência de um projeto bacana no e-bay onde a Sophia vendia peças vintages com uma curadoria bacanuda, virou uma start up de moda online com um branding super poderoso e cresceu mais do que dava conta. Ano passado a empresa declarou falência para poder continuar operando. Mas nesse momento a Sophia já tinha se afastado da marca. Ela foi CEO durante bastante tempo, mas a marca "Sophia Amoruso" e girlboss acabaram crescendo mais que a própria Nasty Gal e não sabemos até que ponto isso foi bom ou ruim para o business. Estrategicamente o principal problema da Nasty Gal foi o investimento exagerado em um warehouse só deles, a estrutura inflada com escritórios incríveis e uma gestão complicada.

Quando a marca declarou falência, a Sophia estava em uma conferência na Australia falando sobre o girlboss movement. Acho curioso e bem legal pra ser sincera, que mesmo em um momento que o negócio "não deu certo"  ela estava lá pra falar como vencedora, não como fracassada. Acho isso muito Silicone Valley. 

O girlboss movement, na minha definição, é uma ideia coletiva de empoderamento feminino pelo empreendedorismo. Me parece uma coisa com uma velocidade quase inacompanhavel e de alguma forma um pouco irreal, meio coach e que tenho um pouco de receio por que existe muito amadorismo nesses conceitos motivacionais. Mas sabendo absorver o que realmente importa, acho bem motivador e confesso que o quando terminei o livro fiquei bem empolgada pra fazer algumas coisas que estavam nos meus planos há tempos, tudo bem que estão acontecendo só agora, afinal... gêmeos.

Girlboss Movement

Depois do livro descobri o Podcast, o programa de entrevistas que você pode ouvir aqui ou pela iTunes store. O ultimo que ouvi foi o da Brit Morin, ex Google, founder do Brit + Co, um site de cursos criativos online que já falei aqui. Eu amei os insights, mas me incomodou um pouco a vibe "girls from the block". Em algum momento as duas encontraram uma sintonia ali quando falaram sobre a vida "supostamente fácil" de algumas pessoas com um pouquinho de desdém e sei lá, me senti um pouco parte dessas pessoas que tem a vida fácil pelo contexto que elas colocaram. Enfim, me senti excluída daquela girlboss gang, haha.

Voltando a conversa com a minha amiga querida, ela me apresentou para o Girlboss Rally, um evento que vai rolar em Los Angeles com mentes criativas incríveis e que eu queria MUITO ir. Aqui tem a lista de todo mundo que vai participar, se estivesse com viagem marcada pra LA não perderia por nada. Ano passado perdi um evento em que a própria Sophia ia falar porque o Marcos teve um evento no mesmo dia meio longe, que era tipo o motivo pelo qual fomos pra LA (aqui tem um post com dicas de LA).

Girlboss Movement

Compre aqui o primeiro livro da Sophia Amoruso, o Girlboss que começou todo esse movimento.

Esse é o segundo livro dela, Nasty Galaxy. Ainda não li pra poder falar sobre.

Esse é o link para o Podcast na web e na iTunes. E esse para o Girlboss Rally.