The Lolla talking about feminism, again

Image: Pinterest

Image: Pinterest

Venho de uma família machista. Onde as regras de comportamento são estranhamente declaradas sem muito clareza, apenas se colocam como herança cultural. Sempre existiu uma aceitação e conformismo na minha personalidade diante a atitudes machistas e eu já me posicionei como machista milhares de vezes e gostava desse lugar. E sabia que essa declaração agradava aos ouvidos de pessoas à minha volta, que em uma época foram importantes pra mim.

Mas alguma coisa acontece quando você começa a olhar para o lado. Quando a vida te tira da zona de conforto e te obrigada a ser adulta por motivos que você mesma plantou ou porque simplesmente, life happens. Para quem não cresce aos poucos, o amadurecimento é mais repentino e meio que na marra.

Sejá lá qual for o seu caminho, dá para encurtar e diminuir os sustos consumindo conteúdo fora do seu quadrado, escutando gente que você julgava ser menos que você e principalmente, questionando. Sempre questionando.

O Lolla não é um lugar que fala no imperativo, a gente nunca te falaria o que fazer, em uma situação específica. Mas me peguei pensando que, para todas as situações do mundo, é preciso questionar. Você muda o mundo quando questiona.

E o feminismo, em sua raíz, faz isso. Ele questiona o status quo, levanta uma pergunta, faz a gente procurar entender se aquilo está certo. Por anos declarei não ser feminista, tinha uma visão cultural sobre essa questão e não uma visão didática.

Fui entendo que feminismo não tem nada a ver com pagar conta. O que define isso é o dinheiro e o combinado entre duas pessoas. E ele só existe porque o machismo existe, porque a sociedade se formou da maneira como a gente conhece porque mulheres engravidam. Ser feminista, literalmente é achar que homens e mulheres devem se respeitar e partir do princípio que ambos podem fazer as mesmas coisas e nem um dos dois deve se sentir desconfortável em uma situação só por ser homem ou mulher.

É muito menos complicado, exagerado, controverso, radical e ativista como interpretado e compreendido por quem quer levantar outras causas. Concordo que algumas mudanças só são conquistas com radicalismos, mas também como o ruído atrapalha e confunde quem não se questiona.

Bottom line is: O Lolla é feminista porque o Lolla é humano.

Se você quiser saber mais, recomendo o TED da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie , We Should all be Feminists