Você é vulnerável o suficiente para se conectar?

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Você é vulnerável o suficiente para se conectar?

“Todo mundo que você encontra está enfrentando uma batalha que você não sabe nada sobre”. Essa frase tem um poder tão equalizador pra mim, eu amo para pra pensar sobre isso. Ela coloca todos os seres humanos no mesmo plateu, não importa a idade, a raça, a cor, a religião e o estilo de vida. Ela deixa mais fácil de se perceber no outro e de perceber o outro, como uma pessoa vulnerável, que tem os próprios medos e problemas, assim como a gente.

Ver um ser humaninho crescer dá muito orgulho na gente, mas é um orgulho recheado de medo. Tenho medo de tudo, medo do físico e do pscicológico. Medo deles se sentirem sozinhos e incompreendidos, porque eles ainda não entendem como funcionam a rotina, o desapego e  as frustrações.

Brené Brown é uma pesquisadora e storyteller que domina o tema de vulnerabilidade. Eu amo o TED dela sobre vulnerabilidade, depois de anos estudando os efeitos e sentimentos envolvidos na gente quando nos sentimos vulneráveis. Ela mostra que a gente só consegue atingir o ápice da felicidade, gratidão e amor quando a gente se permite estar vulnerável. A própria Brené não queria se sentir vulnerável. Ela é das minhas na terapia, não me venha com childhood bullshit. Não tem nada tão grave lá, vamos focar no aqui e agora, era assim que eu chegava nas minha terapia. E óbvio que esse approach não deu certo.

Mas ninguém quer isso, ser vulnerável dá medo, porque o mundo pode se aproveitar de você. E como ensinar aos nossos filhos até que ponto eles podem ser vulneráveis? Até onde se expor demais pode te machucar e quando é importante se expor, pra você poder se conectar com o outro de uma forma mais profunda?

Vulnerability sounds like truth and feels like courage. Truth and courage aren’t always comfortable, but they’re never weakness. Brené Brown

 

Compartilhar experiências cria vínculos, porque a gente consegue se aproximar mais um pouco do lugar daquela pessoa. Ser aquela amiga sempre blindada aos problemas da vida te deixa um pouco isolada quando alguém precisa da sua empatia. Se mostrar vulnerável não é para os fracos. Acho que a gente precisa de muita força e coragem para se expor e mostrar as nossas fraquesas para o mundo e mais do que tudo, saber que essas fraquezas não definem a gente, elas só fazem parte de quem a gente é, é o caminho mais fácil para se conectar.

Eu ainda não li os livros dela, tem um que está em pre-order na Amazon que tá super alinhado com algumas questões minhas sobre sense of belonging e community. O livro Braving the Wilderness: The Quest for True Belonging and the Courage to Stand Alone fala sobre experiências de coragem, vulnerabilidade, amor, pertencimento, vergonha e empatia. Esses livros com cara de auto ajuda nunca são as minhas pedidas, acabo não tendo paciência pra ler. Mas eu gosto tanto do approach pé no chão dela que acho que vou curtir. 

 

Meu maior sonho para o lolla é o de criar uma comunidade com mulheres que se conectam por se sentem parte de alguma coisa. Um movimento que enxerga a vida mais slow e com um design que deixa tudo mais fluído.

LIFESTYLERosa Zaborowsky