August

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Eu sou muito visual. Não consigo fazer nenhum escolha sem olhar e imaginar como encaixar um produto na minha vida e na minha casa. E funciono da mesma forma com textos. Toda vez que começo a escrever, procuro primeiro criar a imagem desse texto ou procurar por alguma inspiração na internet. A coisa não sai se eu não estiver "vendo".

Na carta da editora de Julho coloquei como meta definir o Lolla, como um business. O que eu quero pra ele e como definir ele melhor. Conversei com meus amigos, com a minha familia e com mulheres girlsbosses fodas (thanks Pauli!) - o Lolla é um blog, um portal de conteúdo, aspiracional. Ele funciona como um break de inspiração para quem quer consumir um conteúdo instrutivo, que fale do cotidiano de um jeito especial.

Ando lendo alguns estudos e relatos de influencers que estão na mídia há muito mais tempo que o Lolla e que estão se sentido overwhelmed com esse ciclo exaustivo de estar sempre no seu melhor para as marcas quererem você como um brand ambassador que tenha capacidade de influenciar e monetizar a cada foto no Instagram. Muitas dessas meninas começaram também com um blog, com um texto com algo a dizer e hoje isso se resume a uma legenda com duas palavras no Instagram acompanhada de um emoji, para uma boa parte. Algumas estão voltando a entender que criar um conteúdo que vai alem de uma foto pode ser uma nova forma de se expressar e ser mais honesta com você mesma, e com certeza menos exaustiva. 

Acho que os sites com conteúdo vão voltar aos poucos, talvez de outra forma, mas acho que todo mundo busca se sentir confortável, fit in. Ninguém gosta de se sentir vulnerável, desconfortável e questionando as escolhas o tempo todo. O Instagram é cruel. 

Quando eu penso no Lolla e na persona que quero ser para ele, ainda preciso de referências. Mas eu me sinto mais confortável quando o meu moodboard mental é ocupado por mulheres mais slow, mulheres normais. Que cuidam da casa, da família e do trabalho. Que dão um jeito de ter um tempo pra elas e não se sentem culpadas por isso, que param alguns minutos do dia para tomar um chá de um receita estranha que ela leu no goop, que curtem decorar a casa, acender uma vela no fim do dia e abrir um vinho.  

Não sei se eu cumpri a minha meta, acho que 80% dela. 

xx

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Rosa Zaborowsky, Editor-in-Chief

WHAT'S ON MY MIND THIS MONTH