O caso incompatível de querer consumir joias.

In partnership with Julls

Uma coisa é ter um crush por tendências de moda, investir algum (bom) dinheiro em uma designer boot que você sonha há anos, mas com a tranquilidade de ter uma armário com opções mais em conta para poder variar de calçados e vestimentas. Com joia o processo de querer, pesquisar, pensar e comprar exige mais autocontrole, conhecimento elevado do seu estilo e planejamento de compra. Ninguém da uma volta no shopping e compra uma joia legal que viu na vitrine (ninguém é amplo, mas essas pessoas são passantes, tenho conhecidos no máximo).

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Minha nova questão é que recentemente houve uma explosão de designers de joias brasileiros eclodindo no meu Instagram dando ao meu album de screenshots tons metálicos de prata, dourado e pérolas, já elas estão em todos os lugares. Eu até tenho uma pasta de bookmarks no Safari chamada “jewerly brands”. Estou expandindo os domínios para além do Brasil, meus crushes recentes envolvem joias provenientes do Canadá e de algum país escandinavo, off course. E na mesma onda, designers daquilo que a gente chama de forma errado e cafona, na minha opinião, de semi-joias ou acessórios. Semi-joia é um termo péssimo, quase semi-designer para algo falso e wannabe. Acho tão mais business inclusive e levado mais a sério como os americanos diferenciam as categorias: fashion jewerly para marcas de acessórios e fine jewerly para joias. O feed do Lolla tem sido um canvas dessas expressões metálicas e as vezes coloridas.

Mas voltado ao +55. O legal dessas marcas de joias brasileiras é que faz parte das coisas que a gente sempre fez bem na vida, que é a arte, o design e joalheria. Sou uma amante dos moveis dos anos 50 (já tive um momento de preguiça, agora voltei a me apaixonar), das curvas dos desenhos do Oscar Niemeyer e da infinidade de artistas plásticos com suas nuances coloridas. Então não fazia sentido restringir nossas marcas de joias às grandes e já exploradas marcas que estão disponíveis nos shoppings mais perto de você ;)

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Finalmente os designers olharam para a joalheria de forma mais experimental, criativa, fun e com possibilidades. Quem compra joia quer usar. Usar todo dia, trocar de brinco e deixar opções ao alcance dos olhos na bancada do banheiro como a gente faz com a pilha de camisetas. E não trancadas em um cofre, guardada para ocasiões especiais. Não temos mais ocasiões glamurosas para tirar as joias e as peles de casa (thank god), nem cabe mais no contexto do século.

E brasileiro é bom em vender design e possibilidade, produzimos coisas que iniciam uma conversa. “It's from a Brazilian designer” - adoro repetir isso. Não é blasé na medida certa do patriotismo cool?

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As founders da Julls, montaram um negócio que faz você pensar - porque essa ideia não foi sua, you know? Sacaram toda uma ideia de business diante a essas possibilidades: mentes criativas + brazilian design and joias. Elas tem um negócio com a melhor dinâmica do mundo representando marcas de fashion jewerly e fine jewerly brasileiras fora do Brasil. Um resumo do dia delas é passar as hora de sol no showroom do Moda Operandi, Net-a-Porter, Broken English (a joalheria mais cool de NY - only my humble opinion) e todos esses outros lugares com buyers foda que vão ditar como as pessoas vão se vestir pelos próximos meses, mostrando nosso designers e suas criações e elas usam todas essas joias incríveis o dia inteiro. Elas precisam ser uma vitrine, das joias mais legais do Brasil, em New York. How cool is that?