A maternidade está deixando todas nós... malucas?

  Image by Sarah Kirk from  @godsavethescene

Image by Sarah Kirk from @godsavethescene

Semana passada eu tive uma espécie de epifania. Depois de escrever um texto para o futilidades sobre autoestima e escrever em cima desse mesmo texto, as minhas ideias e vontades foram ficando mais claras na minha mente e menos dependente da opinião das pessoas. Está sendo libertador levantar as minhas bandeiras sem me preocupar com os outros.

Nessas de rever o que importa pra mim, com relação ao meu trabalho, eu consegui priorizar meu tempo com as crianças. Eu estava passando horas longe delas para investir em um negócio que estava fazendo por causa dos outros. Mudei minha agenda completamente e congelei no mínimo duas tardes da semana para ser só delas, sem nenhum tipo de culpa ou ressentimento.

Comecei esse schedule há poucas semanas, e logo veio a Páscoa. Páscoa aqui em casa conflita em várias questões. Meu marido é judeu e é investidor na Benedito Brigadeiro, uma loja de brigadeiros espetacular by the way – pra ele Páscoa means business.

Eu fiquei com as kids e estava tudo bem até o dia 4. Foram 5 dias na função, inventando coisas pra fazer em São Paulo sem muitas aventuras porque os gêmeos estavam gripados. No 5º dia, o Phil acordou péssimo.  Fui da cama para o hospital, inalação, chapa do pulmão, uma gripe bem forte e antibiótico pela segunda vez no ano, ele vai ficar bem logo. Agora é voltar pra casa e lidar com a crise de ciúmes do Ben, ele se transforma quando o Phil fica doente. Talvez eu que me transforme e ele sente. Benjamin é sensível e pra lá de especial, preciso ficar de olho nisso.

Maratona em casa pra jantar, tomar banho e ir pra cama. Dois gripados com menos de dois anos que não querem tomar remédio, fazer inalação, usar nose frieda e nem sair do seu colo. E nessas preciso dar atenção pro meus mais velho que fica fazendo estripulias porque a minha mãe está aqui e ele precisa de alguma plateia. Finalmente ele vai pra cama e eu vou jantar. Ele foge umas 4 vezes, compro o sono dele com mais uma mamadeira. Done deal.

Its me time! Cerveja em uma mão (preciso comprar vinho) e This Is Us – é tudo que eu preciso. Episódio 13, festa de 10 anos dos filhos da Rebecca e do Jack. Chego a conclusão que eu sou mais parecida com a Rebecca bitch mode. No episódio anterior, quando ela esquece o aniversário do Jack e fica conversando com os babies – “eu sou irritada e impaciente” ou qualquer coisa do gênero, “mas o papai não”. Bingo! Thi Is Us sou eu, o Marcos e as kids, que são os Big Three. Posso dizer tranquilamente que o Marcos é o Jack – não sei se ele tem o conversations skills do Jack, acho que não, mas ele sabe alegrar uma criança e cuida da gente com seu jeito gigante de sempre fazer o que é certo. Eu tenho uma mãe judgemental como a da Rebecca que me deixa confusa, mas a nossa party of five é essa estrutura consistente cheia de amor, respeito e moral. Eu respeito muito as nossas kids, o espaço, as escolhas e o corpinho delas. Quero que elas saibam desde sempre que elas são responsáveis pelas próprias escolhas e que tudo tem um custo de oportunidade.

De alguma forma, isso está dando certo. Fico cada dia mais orgulhosa dos nossos pequenos, que apesar de ainda serem minis, tem um comportamento bem expressivo e já dá pra imaginar um pouco o que vem por aí. Não tem coisa mais espetacular do que ajudar uma criança a crescer e descobrir o mundo – e saber que ela vai ver o mundo com os nossos olhos faz a gente querer melhorar nosso olhar 24/7. O desespero é constante, mas vale muito a pena. Mas definitivamente, motherhood não é pra todo mundo.