Interview Natalie Klein, Founder NK Store

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Você acabou de inaugurar a loja mais powerful do Brasil. Como foi esse processo? Imaginava essa mudança na NK há muito tempo ou foi uma demanda que veio com o crescimento da marca?

Foi um processo interno, no qual queríamos que a loja transmitisse todas as nossas verdades e cuidados. O resultado foi um projeto do estúdio TUPI que retrata a nk de hoje e do futuro.

Além da mudança física, a gente sente algo diferente no ar. O novo slogan “olhar, sentir, cuidar” é bem acolhedor e aproxima o cliente da marca ao invés de afastar. Diferente do approach que até a arquitetura da loja antiga impunha. O que está acontecendo?

Foi um processo de amadurecimento que passamos. Imagino que esses valores sempre estivessem em todos nós, mas não haviam sido compactuados entre todos. Passamos por uma co-criação dos nossos valores e chegamos nesses 3. A marca olha para todo processo produtivo, olha para matéria prima, para o produto e mais importante, olha para as pessoas. A gente sente, e isso vai muito além de sentir a roupa, ou sentir o tecido, a gente sente o outro, a gente tem empatia. E para finalizar, cuidamos de tudo, do nosso ambiente, das nossas pessoas, das nossas roupas e das nossas relações humanas. E arquitetura soube transbordar tudo isso perfeitamente. A loja é 100% acessível a cadeirantes e a deficientes visuais. É uma maneira de dizer, que são todos bem-vindos e cuidaremos de todos.

Video da nova NK Store by Vogue Brasil

8 meses de obra, 4 meses de concepção de projeto - e muitas noites sem dormir. É assim que Natalie Klein, fundadora da NK Store, define a renovação de sua loja multimarcas, que acaba de reabrir as portas com um projeto dos sonhos no bairro dos Jardins, em São Paulo.

O que você mais amou na sua temporada em NY?  

Ter tido tempo de reflexão, aprendizado e ter sido mom full time job.

Sempre se imaginou como uma fashion etrepreneur?

Não. Acho que meu trabalho resultou nisso, mas comecei com modestas pretensões, em ter uma loja que fosse meu armário.

Quais foram as maiores dificuldades do começo da NK?

Criar uma marca que sobrevivesse ao tempo. Para isso, foi preciso muita paciência e dedicação, mas o mais importante, coerência. Tracei uma meta e fui muito fiel a ela. Resisti bravamente a todos os modismos do mercado.

Como mulher, já se sentiu desconfortável em alguma business meeting?

Não. Acho que pelo ambiente da moda ser bem feminino. Mas jamais me senti desconfortável em qualquer outro chapéu que tenha assumido, como diretora do MAM, Patrona do Teatro Municipal, ou agora como presidente do Instituto Samuel Klein.

O fashion retail nos Estados Unidos e na Europa parecem estar anos na nossa frente, falando da cadeia como um todo. O que você acha que a gente poderia aprender com eles?

Cada um deles tem uma boa lição a nos dar, as empresas americanas estão sim, há anos luz no processo. Supply chain, distribuição e construção de marcas, enquanto as europeias dão um baile em conceito, qualidade e um certo comportamento disruptivo que empurra a moda para frente, testa novas oportunidades e trilha o desconhecido. Diria que EUA são bons em COMO fazer e a Europa domina O QUE fazer. Pelo cenário do Brasil, imagino que estamos caminhando mais para o conceito americano, que não é meu favorito, mas são complementares.

Como você se organiza no trabalho? Usa alguma ferramenta online ou precisa colocar no papel? 

Uso tudo que está à disposição, apps como o Notability. Mas o papel ainda é fundamental. Vivo com post its pela casa.

Hoje como é seu trabalho na NK?

Hoje, por esse período sabático, trabalho muitas horas pelo computar e em skypes. É excelente, mas sinto muita falta do contato humano e diário com as pessoas da nk. O sorriso delas é meu maior termômetro. E daqui fico com a sensação de estar conectada, mas trancada em uma sala de escritório e isso nunca foi minha forma de gestão.

Como você escolhe os looks do dia a dia?

Depende da ocasião, aqui em NY tem uma grande vantagem que de verdade ninguém está muito aí para o que você usa. Mas quando vou a um lugar especial, começo sempre com a cor que me dá vontade e daí vou compondo. Aqui tenho um armário bem pequeno e é uma delícia descobrir composições diferentes. É um exercício para mente. Aqui também combinei comigo mesma que ficaria 2 anos sem comprar roupas pretas, então o armário fica bem mais divertido e mais ágil para as combinações.

Qual diria que é seu statement look? Aquela combinação que você se sente mais confortável com quem você é?

Atualmente, jeans com camisa estampada + casaco longo + tênis e chapéu.

   Iris Apfel

Iris Apfel

Alguma style icon?

Iris Apfel.

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As marcas de joias da NK são as mais cool do Brasil. Prefere comprar ou ganhar joia?

Adoro o nosso mix de joias, mas eu não compro muito não, prefiro ganhá-las! Com cartão de amor e tudo mais.

Você tem alguma jóia que não tira de jeito nenhum?

A corrente que o Ara (Vartanian) me fez com os primeiros dentinhos dos meus filhos. Ela é a mais preciosa, pois é insubstituível.

Algum segredo de beauté para dividir com a gente?

Nunca tive rotina de beleza até chegar em NY. Aqui tento fazer um facial da La Mer uma vez por mês. E tenho usado sérum e creme diário. A noite uso máscara e recentemente por insistência da minha filha, comprei aquelas máscaras que grudam no rosto por 20 minutos. Tenho tentado colocá-la na minha rotina.

 

O PROJETO INCRÍVEL DA NOVA NK

image credits: Yuji Kamizono

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