Eu fiz o teste de personalidade Myers-Briggs e agora tudo faz sentido

642559fd87957cb6d38f932f5aab68f0.jpg

Como um texto que eu escrevi para outro site mudou toda a minha perspectiva sobre mim mesma e me ensinou sobre self-love.

As founders do Futi me convidaram para escrever um texto para o mês das mulheres, com a pauta “business”. Eu já escrevo muito sobre o business de outras mulheres que acho awesome aqui no lolla, então resolvi escrever sobre mim. Foi tipo uma sessão de terapia, porque ainda não consigo me definir como uma business woman, por completo. 

Anyway, falei tudo que estava sentindo da forma mais verdadeira sobre me duvidosa do meu papel como uma pessoa que tem um trabalho, e que não se limita a ser blogger (na interpretação mundial de “digital influencer”- termo que eu não sustento).

Esse trecho do texto sintetiza tudo que foi dito lá, mas se você quiser ler o texto na íntegra, clique aqui. Ele foi foi publicado dia 28, quinta-feira.

“Acho que meu caso é tão sério que eu não me atrevo a chamar meu problema de Síndrome do Impostor porque acho que só pessoas que já chegaram lá podem se sentir impostores e sinto que estou há anos desse acontecimento”.

Hoje, dia 30, li uma matéria no Man Repeller "What Kind of Friend You Are, According to Myers-Briggs"  que fala sobre como é a persona "amiga" de cada personalidade Myers-Briggs. 

Eu adoro qualquer teste que envolva auto-conhecimento. É tipo um elogio instantâneo “you are doing great, keep up the good work”. Meu sonho era ter feito esse teste no colégio, seria tão mais fácil entender o conceito de que é impossível agradar todo mundo porque as pessoas percebem a sociedade de formas diferentes, porque não são iguais e logo esperam outras coisas do mundo.

Fui procurar meu resultado do teste Myers-Briggs que tinha feito ano passado e me lembrei que fiquei um pouco tendenciosa nas respostas para manipular o resultado para o de uma pessoa um pouco diferente de mim (aka better) – então resolvi fazer de novo, mas agora estava disposta a me encarar sem disfarce, fui bem verdadeira.

Não deu muito diferente, da primeira vez tirei ENFP-T, The Campaigner. Mas eu só sou política quando não tenho muito interesse (meaning: don’t give a fuck) pelo assunto ou pela pessoa e prefiro continuar assim, e não tinha super me identificado. Desta vez deu ENTP-T, The Debater. Foi tipo “that’s it”! Eu ia lendo os resultados e tendo a certeza que alguém estava stalcking me há anos para conseguir me definir tão bem, de um jeito que eu nunca consegui me definir. Ainda teve uma parte que quando eu comecei a ler, pensei; aqui eles erraram, “claro que eu quero ouvir elogios dos meus amigos, quem não quer?” para de repente mostrarem aquilo que realmente me satisfaz vindo dos meus amigos – debater a verdade nua a crua de quem eu sou e das minhas opiniões, mas em um tom educado, detesto momentos Real Housewives of Atlanta.

 “The last thing people with the Debater personality type want to hear is “you’re right”, not unless they have absolutely earned the distinction in a heated round of intellectual debate. If they’re wrong, Debaters want to be told so, and they want every detail of the faults in their logic to be laid bare, partly in their quest for oftentimes arbitrary truth, and partly just so they have to work to defend that logic with counterpoint and parry”

Eu amo que me questionem e adoro um debate, can’t help it!

parte difícil, porém, que mais define as minhas falhas, é sobre ter uma personalidade do tipo turbulenta.

Take the Turbulent personality type. Where Assertive individuals (their opposite number) tend to be calm, relaxed, and free from worry, Turbulent types are more likely to be self-conscious perfectionists, concerned about their abilities or about how others perceive them.

E para completar, lack of confidence (alguma semelhança com o trecho do futi que você leu acima não é mera coincidência).

Where Turbulent types can easily fall prey to impostor syndrome – the sense that their accomplishments, no matter how great, still do not make them an adequate fit for the role they currently inhabit. 

Essa constante necessidade de ser perfeita me atrapalha e me segura. Perco oportunidades de fazer algumas coisas para não dar margem a comentários negativos. Por outro lado, eu sou confiante e considero a minha autoestima relativamente alta, não entendo como posso ser as duas coisas ao mesmo tempo. Não estaria me expondo no meu site desta forma se não achasse que isso é relevante e que pode me atrapalhar. Pelo contrário, acho que muitas meninas podem se identificar com essa sensação e ir atrás de se conhecer melhor para saber lidar com ela. E ando perdendo o medo de me expor, mesmo que seja the whole package.

The anxiety of a Turbulent personality stems from sensitivity to his or her surroundings, and while this sensitivity can at times lead to the “spotlight effect” – the sensation that all eyes are on you

Em um outro trecho do texto, eu escrevi exatamente sobre isso:

 O termo blogueira se tornou pejorativo, isso é um fato. E a minha ansiedade fica incontrolável só de imaginar as pessoas ao redor se referindo a mim como “ah, ela é blogueira” com aquele tom sarcástico de desaprovação.

Desacreditei quando li isso hoje de manhã. É exatamente isso, eu quero o spotlight, mas quero  que todos que estão me vendo fiquem mudos e não falem de mim ao mesmo tempo que preciso deles me admirando – um pouco bizarro eu diria. Ou que ter um blog/site de conteúdo/you name it seja tão incrível quanto qualquer outra coisa incrível.

Continuo na minha saga para procurar me entender melhor e melhorar os aspectos que julgo negativos. Adoro qualquer tipo de teste de personalidade para saber mais sobre mim, é quando eu pratico meu narcisismo. Fora que isso é conteúdo para debater os tipos de personalidade das outras pessoas – obriguei meu marido a fazer o teste Myers-Briggs e só não foi uma surpresa completa porque a gente é parecido quando se trata de por a mão na massa – ele é infinitamente mais ativo do que eu, segundo a minha personalidade eu sou mais bossy e planner do que maker, mas ainda assim os dois fazem quando precisam fazer. Pelo menos garantimos que as crianças não vão passar fome. De resto, somos completamente opostos. Não que isso seja incrível, mas podemos aprender muito um com o outro e nos tornar mais completos.

Você sabe qual é a sua personalidade Myers-Briggs? Aqui tem um link para o teste.