Como Viajar Como se Fosse a Primeira Vez, Sempre

Image credits: Eat, Pray, Love

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by Helena Vilela

Todo destino, mesmo quando repetido, carrega um ineditismo em si. Toda viagem, toda despedida, todo embarque carrega um quê de primeira vez. Seja o da primeira viagem sozinha, a primeira despedida com choro, a ansiedade até mesmo a primeira vez que na qual somos escolhidos para um procedimento de segurança aleatório (porque isso também acontece).

 

Não importa se eu já viajei 1, 2, 3, 25 ou 59 vezes... sempre parece a primeira vez.

Sempre tem o primeiro passo, o primeiro oi, a primeira vez que te pedem o formulário que contenha alguma letra do alfabeto seguida de um número. Sempre tem aquela pessoa mais próxima que vai querer se despedir em cima da hora. Sempre tem a ligação que vai acontecer bem na hora do check in... e tudo sempre vai parecer como a primeira vez.

Esses dias uma amiga comentou que um dos sinais que contribui para a escolha do passageiro para os procedimentos de segurança é o nível de ansiedade que a pessoa carrega no olhar e, mesmo não aparentando estar ansiosa, o olha dela entrega muita coisa.

Eu não sou dessas que frequenta as salas vips e lounges... eu gosto de ficar admirando a dinâmica de tudo... Adoro observar as pessoas no aeroporto e é interessante como os olhos brilham, sejam de euforia ou por lágrima, de alegria ou saudade.

Me pergunto sempre qual o destino, o que podem fazer... o que as motiva. Mas sempre penso também em como serei surpreendida. Geralmente é em uma viagem que nos permitimos ser levadas pela emoção e com isso muitas coisas acontecem... haja vista os filmes: um romance na Grécia ou em Bali, um bungee jump na África do Sul ou na Alemanha... talvez um safari pelo deserto no Marrocos, em Abu Dhabi ou descer de tobogã a muralha da China.

Existe uma diferenciação clara entre viajantes e turistas e se eu pudesse dar um conselho a alguém, seria: seja viajante! Não colecione destinos e sim experiências. Escolha viver a fundo a experiência mesmo que isso implique em menos carimbos no passaporte... permita-se viver muitas primeiras vezes e aproximar-se cada vez mais do desconhecido a fim de se conectar verdadeiramente com o mundo. Um mês num lugar pode te dar mais histórias que alguns dias em muitos países... como o oposto também seja verdade... mas a experiência intensa lhe permitirá conexões diferenciadas e profundas. Por acaso você acha que Comer Rezar Amar, Livre ou Into the Wild teriam o mesmo potencial de mudança se as aventuras retratadas fossem de 4 dias?!

Permita-se, mesmo que uma única vez na vida escolher ser plural, cheio de cores e embarcar numa aventura de transformação... tenha a liberdade de chegar num lugar e aproveitar sem se importar com os detalhes, as diferenças.. apenas sinta e seja levado por tudo que o aquele mundo tem a oferecer.

Agora, se me permite, preciso ir... o sinal de apertar os cintos já está aceso e em breve vamos decolar.. embora seja um destino repetido, uma nova aventura começa agora :)

 

 

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